II- Assim como o homem, sob seu invólucro material, cotinuamente renovado, conserva sua identidade espiritual, esse eu indestrutível, essa consciência em que se reconhece e se possui, assim também o Universo, sob suas aparências mutáveis, se possui e se reflete numa unidade central que é o seu Eu, O Eu do Universo é Deus, lei viva, unidade suprema onde confinam e se harmonizam todas as relações, foco imenso de luz e de perfeição done irradiam e se expandem, por todas as humanidades, Justiça, Sabedoria, Amor!
III- No Universo, tudo envolve e tende para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa. Do seio dos abismos a vida eleva-se, a princípio confusa, idecisa, animando formas inumeráveis cada vez mais perfeitas, depois desabrocha no ser humano, adquire então conciência, razão, vontade, e constitui a lma ou Espírito.
IV- A alma é imortal. Coroamento e síntee das potências inferiores da Natureza, ela contém em germe todas as faculdades superiores, está destinada a desenvolvê-las pelos seus trabalhos e esforços, encarnando em mundos materiais, e tende a elevar-se, através de vidas sucessivas, de degrau em degrau, para a perfeição. A alma tem dois invólucros: um, temporário, o corpo terrestre, o outro permanente, corpo fluídico, que lhe é inseparável e que progride e se depura com ela.
V- A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Não há nem felicidade nem mal eternos. A recompensa ou o castigo consistem na extensão ou no encurtamento das nossas faculdades, do nosso campo de percepção, resultante do bom ou mau uso que houvermos feito do nosso livre- arbítrio, e das aspiraões ou tendências que houvermos em nós desenvolvido. Livre e responsável, a alma traz em si a lei dos seus destinos; prepara, no presente as alegrias ou as dores do futuro.
A vid atual é a consequência , a herança das nossas vidas precedentes e a condição das que se lhe devem seguir.
O Espírito se esclarece, se engrandece em potência intelectual e moral, à medida do trajeto efetuado e da impulsão dada a seus atos para o bem e para a verdade.
VI- Uma estreita solidariedade une todos osEspíritos, idênticos na sua origem e nos seus fins, diferentes somente por uma situação transitória, uns no estado livre, no espaço; outros revestidos de um invólucro perecível, mas passando alternadamente de um estado a outro, não sendo a morte mais que uma fase de repouso entre duas existencias terrestres. Gerados por Deus, seu Pai comum, todos os Espíritos são irmão e formam uma imensa família. Uma comunhão perpétua e de constantes relações liga os mortos aos vivos.
VII- Os Espiritos classificam-se no espaço em virtude da densidade do seu corpo fluídico, correlativa ao seu grau de adiantamento e de depuração. Sua situação é determinada por leis exatas; essas leis exercem no dominio moral uma ação análoga à que as leis de atração e de gravidade executam na ordem material. Os Espíritos culpados e maus são envolvidos em espessa atmosfera fluídica, que arrasta para mundos inferiores, onde devem encarnar para se despojarem das sua imperfeições.

Nenhum comentário:
Postar um comentário